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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O AMANHÃ
(Jardel Gordiano)
O amanhã que não se ver
Reserva em se o mistério do oculto
São fatos e acontecimentos ainda turvos
Não da para saber, mas, tudo pode acontecer
O amanhã não existe mas persiste
Em interagir no hoje como se fosse
Mas ele não é enquanto fato
Não passa de uma impressão, ou será um simples sensação?
Não sei como explicar
Como um tempo que não existe pode tanto influenciar?
O hoje pensa no amanhã
Mas ele sempre será impossível de alcançar
Estará em todo tempo a um passo frente da existência concreta
O amanhã não presta!
Pois, prestes a chegar ele se torna hoje
E novamente, num instante, volta aparecer tão distante
O amanhã não permite ser tocado
Ele é um mistério ainda não revelado
E permanece assim, falado, esperado, mas longe e intocado
Ele sempre foge no último segundo
Quando já posso sentir sua chegada
Ele levanta voo e pousa a vinte e quatro horas de mim
No passado ele não existiu, ninguém nunca o alcançou
No presente é ausente, jamais chegou
Sua existência só se encontra no futuro
Que também é turvo
Esperto foi aquele que agendou o fiado para o amanhã
Ele já sabia que o amanhã nunca chegaria
Para quer serve então o amanhã?
Talvez para me fazer esperar, ou sonhar
O amanhã pode ser só uma palavra
Usada para falar de um período que nunca vai chegar.
É intocável, mas presente no hoje, que pensa nele como se já fosse
Oxe!
O amanhã é um balaio de gato difícil de entender
Bem mais difícil de viver
No amanhã eu nunca farei nada
Pois ele sempre estará com o pé na estrada
Correndo do hoje que lhe faz ser
E se o hoje fosse o amanhã e o amanhã fosse o hoje?
Vixe! Vamos para por aqui, e concluir
Que o amanhã sempre será hoje.
E que o hoje é o amanhã e ontem.
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Parabéns...
ResponderExcluirLinda!
ResponderExcluirQue balaio de gato! Gostei!
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