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quinta-feira, 24 de setembro de 2015


O eu e o tu.
(Jardel Gordiano)
O eu e o tu é um verso 
Onde se espera expressar
Uma reflexão que tende a passar

Olhando para o outro na estrada
Penso em como deve ser sua vida
Quão dura é essa jornada
Nos olhos percebo a história 
Que não se conta na escola
Ou livros de ficção, 
Nem ao menos nos enredos da televisão
São eles os invisíveis personagens
Que fazem parte de uma história gigantesca

Desde a criação, tem passado o eu e tu por aqui
Sem deixar rastros ou traços capazes de atrair
São invisíveis, homens e mulheres
Que nascem e morrem no oculto 
Que já dormem para o mundo

Qual seu significado para história? 
Para quem e quando foram importantes? 
Será o eu e o tu um mero acaso na trajetória?
Para o eu o tu é intrigante
É mais que mero acaso
É importante
É pequeno e insignificante 
Mas insubstituível nos instantes
Daqueles que vivem com o tu 
Onde constrói o eu

Na relação o eu e o tu
Se encontram para perceber
Que fazem parte da dinâmica do viver
O enredo é escrito na instância da vida
Onde o eu e o tu ganham significado
E vivem acompanhados

O eu sou eu e tu és tu
O tu sou eu e eu sou tu
Somos nós participantes
De uma história distante
Gravada nos anais de alguma lugar
Onde nem todos podem alcançar. 
O tu continua na estrada
Visto ou não, dá prosseguimento em sua caminhada.
E o eu fica a observar 
Que todos são importantes em seu lugar.  

sexta-feira, 18 de setembro de 2015


SOLO ONDE PISO
                 (Jardel Gordiano) 

Solo onde piso,
Onde vivo
Me da segurança
Para viver como criança,
No jardim, nas estradas,
Debaixo das calçadas
Ele nos sustenta na superfície
Em tempos bons, tempos difíceisSolos arenosos
Solos rochosos
Solos argilosos
Não importa o tipo que seja
Terra roxa, terra preta
Que se veja sua importância
Na instância do viver,
Do homem que come,
Que bebê que planta
Guardando com esperança
A chuva que molha, e flora
O solo que chora
Com a seca sem beleza
Que traz dentro de si
O racho do chão
Cortando o coração
Do sertanejo sem pão.
Solo de vivências
Que no tempo bom
Não deixa de produzir
O verde que alegra
A espera do pobre
Que almeja ser feliz.