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sexta-feira, 18 de setembro de 2015


SOLO ONDE PISO
                 (Jardel Gordiano) 

Solo onde piso,
Onde vivo
Me da segurança
Para viver como criança,
No jardim, nas estradas,
Debaixo das calçadas
Ele nos sustenta na superfície
Em tempos bons, tempos difíceisSolos arenosos
Solos rochosos
Solos argilosos
Não importa o tipo que seja
Terra roxa, terra preta
Que se veja sua importância
Na instância do viver,
Do homem que come,
Que bebê que planta
Guardando com esperança
A chuva que molha, e flora
O solo que chora
Com a seca sem beleza
Que traz dentro de si
O racho do chão
Cortando o coração
Do sertanejo sem pão.
Solo de vivências
Que no tempo bom
Não deixa de produzir
O verde que alegra
A espera do pobre
Que almeja ser feliz.    

2 comentários:

  1. Lendo o texto fica nítido na imaginação a imagem do sertão que é descrito e do sentimento de quem vive lá. No inicio do texto dar a entender que a criança sertaneja vive em meio a isso e parece não se afligir com a necessidade que o homem adulto passa a entender no decorrer da vida.
    Muito bom, imaginei esse texto sendo declamado num contexto de uma peça de teatro.

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  2. Obrigado pelo comentário David. Vindo de você é uma honra!

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